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RESUMO
Journal of Nutrition. 2000;130:978S-982S.
Suplemento
Metabolismo intestinal do glutamato
Peter J. Reeds, Douglas G. Burrin, Barbara Stoll e Farook Jahoor
U.S. Department of Agriculture/Agricultural Research Service,
Childrens Nutrition Research Center, Department of Pediatrics, Baylor College
of Medicine, Houston, TX
Embora seja bem conhecido
que o trato intestinal possui uma alta taxa metabólica, não são bem
estabelecidos os substratos que são usados para gerar a energia necessária,
especialmente em animais alimentados. A quantificação do substrato usado pelo
intestino, sob condições de alimentação, é complicada pelo fato de que os
precursores oxidativos em potencial são fornecidos tanto a partir da dieta como
da circulação arterial. Para contornar esse problema, e para entender a origem
dos compostos usados para gerar ATP no intestino, associamos as medidas do
balanço portal de nutrientes com as infusões enterais e intravenosas de
substratos [U-13C]. Estudamos leitões de crescimento rápido que consumiram
dietas a base de proteínas de leite integral. Os resultados revelaram que 95%
do glutamato da dieta presente na mucosa foi metabolizado na primeira passagem,
e destes, 50% foram metabolizados em CO2. A glucose da dieta foi
oxidada em pequena proporção e a glutamina arterial administrada forneceu menos
que 15% da produção de CO2 pela víscera drenada pela veia portal. O
glutamato foi o maior contribuinte para a geração de energia pelo intestino. Os
resultados também sugeriram que o glutamato da dieta parece ser um precursor
específico da biossíntese da glutationa, arginina e prolina por parte da mucosa
do intestino delgado. Esses estudos dão a entender que o glutamato da dieta
desempenha um papel importante no intestino. Além disso, estas funções são
aparentemente diferentes daquelas da glutamina arterial, o substrato que tem
recebido maior atenção.
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